Resenha do livro “Minha Razão de Viver – Memórias de um Repórter”
Considerado
um dos maiores jornalistas do Brasil, Samuel Wainer, nasceu em Bessarábia,
Rússia, em 19 de dezembro de 1910. Aos dois anos de idade, chegou a São Paulo
com seus pais. Na fase adulta, Samuel Wainer passa a ser reconhecido
profissionalmente quando fundou em 1951 o jornal “Última Hora”. Antes, Wainer
já havia trabalhado como repórter dos “Diários Associados”, de Assis Chateaubriand.
Nessa época, conheceu Getúlio Vargas, de
quem se tornou muito amigo e onde houve uma troca de interesses entre eles. Foi
Getúlio quem o ajudou financeiramente na criação do jornal “Última Hora”.
Na biografia de Wainer, são narrados diversos episódios sobre a política daquela época. Uma delas foi o desentendimento entre o próprio Wainer e Carlos Lacerda, que queria a todo custo acabar com ele e com o jornal, dizendo que o jornal “Última Hora” foi fundado com dinheiro ilícito. Carlos Lacerda também se tornou inimigo de Vargas.
Referente à atual política no Brasil, podemos notar que desde aquela época, a imprensa já era influenciada pelos “grandes”, assim como o jornal de Wainer foi financiado por Vargas. Os meios de comunicação prezam mais o lucro do que a própria notícia em si, sendo ela verdadeira ou não. Outra questão ainda discutida no livro é sobre a liberdade de imprensa. O povo continua dividindo – ou não opiniões diversas contra e a favor da política brasileira, onde mais uma vez o golpe venceu.
Wainer faleceu em 2 de setembro de 1980, e sua biografia só foi lançada oito anos após sua morte. Sendo escrita por sua filha, Débora Pinky Wainer e pelo jornalista Augusto Nunes, baseado em uma série de fitas gravadas pelo próprio Samuel Wainer. O autor deixou sua marca registrada na história ao contar fatos sobre uma importante parte na história política e também jornalística do Brasil, deixando um legado para os futuros jornalistas.
Samuel Wainer. Minha Razão de Viver: Memórias de um repórter. Rio de Janeiro: Editora Record, 1988.
Elisabeteh Ferreira
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